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Boato: Áudio circulando nas redes sociais afirma que será preciso ter o ensino médio completo para ser vigilante

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BOATO: ÁUDIO CIRCULANDO NAS REDES SOCIAIS AFIRMA QUE SERÁ PRECISO TER O ENSINO MÉDIO COMPLETO PARA SER VIGILANTE

Áudio também anuncia que a reciclagem terá a duração de 10 dias e as provas serão corrigidas pela Polícia Federal

A internet pode ser uma boa ferramenta como fonte de informação, mas é preciso ficar atento se a fonte é confiável. Está circulando nas redes sociais, gerando transtorno e causando dúvida em muitos vigilantes, um boato de que para fazer o curso de formação de vigilante será preciso ter o ensino médio completo, a reciclagem terá duração de 10 dias e terá uma prova corrigida pela Polícia Federal.

As novas supostas exigências passariam a valer em fevereiro deste ano. Segundo o áudio, as determinações seriam de uma nova portaria da Polícia Federal. A CONTRASP – Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada apurou a informação e até o momento não foi constatada a veracidade do fato.

Não houve alteração na carga horária do curso de reciclagem, o qual continua seguindo a Portaria 3233/2012, que estabelece a carga horária já regida de 50 h/a, podendo ocorrer diariamente no máximo 10 h/a. E a Polícia Federal só recebe o histórico e valida a reciclagem do vigilante.

Veja a Portaria 3233/2012 no link:

Portaria 3233/2012

Para não haver dúvidas, explicamos: a última portaria da Polícia Federal relacionada à atividade da Segurança Privada foi a nº08/2015, a qual delega a atribuição de julgar em primeiro grau os processos administrativos punitivos em matéria de segurança privada ao Coordenador-Geral de Controle de Segurança Privada. Ou seja, nenhuma mudança recente.

Em relação à escolaridade do vigilante, a Lei 7.102, a qual rege a segurança privada, é clara: para ser vigilante é preciso ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau. Outra possibilidade seria uma alteração no Estatuto da Segurança Privada, que foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas que ainda não foi aprovada no Senado: ainda assim, o requisito é ter concluído todas as etapas do ensino fundamental e não o ensino médio.

Entretanto, a CONTRASP orienta a todos os vigilantes a terminarem o ensino médio, uma vez em que os tomadores de serviços estão cada vez mais exigentes, tendo prioridade o vigilante com maior escolaridade.

Mais uma vez, a CONTRASP reforça que até o momento não encontrou a veracidade da informação divulgada nas redes sociais e ressalta o seu compromisso com a verdade.

Fonte: CONTRASP

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Uma das Maiores Redes de Postos Rodoviários do Brasil e Condenada por Contratar Policial como Segurança

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Rede de Postos condenada em R$ 500 mil

Grupo foi processado pelo MPT por contratar policiais para fazer segurança privada ao invés de vigilantes

Atendendo aos pedidos do Ministério Público do Trabalho (MPT), a 2ª Vara do Trabalho de Limeira condenou duas unidades de uma das maiores redes de postos rodoviários do Brasil, ao pagamento de indenização pormpt danos morais coletivos no valor de R$ 500.000,00. A sentença, proferida pelo juiz do Trabalho Pablo Souza Rocha, determina que os réus  ambos localizados na Via Anhanguera, na altura da cidade de Limeira, deixem de contratar policiais para a prestação de serviços de vigilância e contratem formalmente vigilantes, de modo direto ou por meio de empresa terceirizada.

Os estabelecimentos têm 90 dias para comprovar a contratação regular de vigilantes, sob pena de multa diária no valor de R$ 25.000,00 até o limite de R$ 500.000,00, a ser revertida a entidades beneficentes da cidade de Limeira, escolhidas pelo MPT.

Durante um inquérito civil instaurado pelo MPT, ambos os investigados confirmaram possuir contrato com policiais militares (9 em um Auto Posto e Restaurante e 19 em outro) para a prestação de serviço de vigilância nos estabelecimentos. O MPT ressaltou que, devido ao cargo exercido, os policiais não poderiam ser contratados pelas empresas com registro em carteira de trabalho, pois isso implicaria infração administrativa junto à corporação militar. Foi proposta, então, a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa a regularização dos postos, no entanto, o acordo foi recusado pelos representantes das empresas.

A justificativa apresentada pelos réus era de que consideravam que os policiais poderiam ser contratados como autônomos, por meio de contrato de prestação de serviços. O MPT esclareceu que a função de vigilante nas empresas deveria ser exercida por funcionário contratado diretamente, com registro em CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), ou então por funcionários terceirizados, de alguma empresa de vigilância. Como os policiais não poderiam ser registrados, as empresas também não poderiam manter contrato com esses profissionais.

Foi solicitada fiscalização à Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Piracicaba, que confirmou, por meio de autos de infração lavrados, que as empresas realmente mantinham os funcionários sem registro formalizado, conforme determina a legislação trabalhista. Frente à negativa dos postos em assinar o TAC e firmar acordo de modo extrajudicial, restou ao MPT fazer o ajuizamento da ação civil pública.

A procuradora do Trabalho  Lorena Vasconcelos Porto, responsável pela ação, chama a atenção para o fato de os policiais, uma vez aprovados em concurso público, receberem treinamento em suas corporações, recebendo armas e munições adquiridas com recursos públicos com a exclusiva finalidade de serem utilizadas para o serviço de segurança pública. “Inegável que os réus se enriquecem ilicitamente ao longo dos anos, não apenas porque ignoram os preceitos legais aos quais deveriam se submeter, mas também porque se utilizam de mão de obra treinada e aparelhada pelo Estado em benefício próprio e a baixo custo”, finaliza.

Cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

Fonte: Ministério Publico do Trabalho

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